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05/05: "a realidade é que..."

Olhou nos olhos da amiga, sentiu aquela dor como sua e derramou a lágrima sincera. Então ela percebeu que, se morre com dor, de uma forma, o amor renasce devagar, mas sólido, de outras maneiras, em outros lugares.

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Lições difíceis de aprender: desacreditar na palavra humana (isto me disseram no sábado, ainda que paliativamente) e também na impossibilidade da dor maior que a de perder alguém pra eternidade. Quando minha avó se foi, há 10 anos, achei que nunca mais o coração sentiria um baque desses; que a vida nunca seria tão forçosa pra existir como o foi, ali. A perda em vida é um ciclo que se repete. Eu, que trabalho com a palavra, tenho que me acostumar a não depositar nela o peso que ela demonstra, as máscaras que ela veste. Eu, que vivo de sentimento, tenho que me desacostumar daquele que de mais bonito eu tive dentro de mim.

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random: As Ilhas dos Açores


Comments made

1 comment
m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o! tava morrendo de saudade dos seus textos...bjo, amiga
14/05 16:48:46

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